Mais uma vez o sonho da Copa Cejotaê foi adiado. Com uma apresentação trôpega e pouco brilho, o Imprudência caiu precocemente nas quartas-de-final, depois de jogar uma primeira fase irreconhecível. Marcelo Resende, torcedor-símbolo do avi-anil, culpou a noitada de exageros pelo desempenho pífio. E os jogadores concordaram.
“Confesso que não estava nas condições ideais. Bebi bem, dormi mal e joguei ruim” afirmou o goleiro Léo após a eliminação. Depois de duas boladas no nariz, várias trombadas, e de ver sua cabeça quase esmagada pelo menos duas vezes numa única partida, o atleta deu sinais de estafa mental ao dar uma bolada na cabeça de um atleta do MRCA já depois da partida, e também de pronunciar frases sem nexo algum, como “do sexo anal pra punheta é uma passo”.
Além dele, os atletas Balza, Mala e Fabio também foram flagrados consumindo bebidas na cerimônia de abertura da Expresso 2222, nova casa de eventos e também moradia do jogador Mala. Os muros do CT Damião Risca Faca, no Butantã, amanheceram pixados com frases como “Fora baladeiros”, “Brandt Mascarado” e “Fora cover do Gentilli”. Como a equipe não treina e não utiliza o CT, dificilmente os protestos sairão da nulidade.
A campanha
A partida de estreia contra o asilo da Dona Ana deu alguma esperança aos jaguncinos. Apesar do mau futebol, o time virou a partida pra cima dos bixos e, com o placar de 2 a 1, praticamente garantiu a classificação. No entanto, a prova de fogo viria no jogo seguinte e, apesar de certo equilibrio, o Imprudência não resistiria ao futebol dos então atuais campeões: derrota por 6 a 4 para o Cerca Frango e o adeus às chances de ser primeiro do grupo e poder disputar as semifinais sem precisar da repescagem.
Terceiro jogo, e outra má apresentação diante do Primeiros Campeões ficou evidente no placar de 0 a 0. A terceira colocação no grupo colocou uma pedreira no caminho imprudentino: O MRCA.
Adeus ao caneco, de novo

Imprudência deixou o futebol em casa, mas a violência-moleque veio...
Com um primeiro tempo jogado mais na vontade que qualquer outra coisa, o Imprudência revertou um placar de 4 a 1 para um promissor 5 a 4. No entanto o segundo tempo mostrou um MRCA muito mais preciso em seus arremates, resutando na virada do barbudinhos para 7 a 5.
O MRCA aproveitou muito bem duas faltas feitas pelo Imprudência e fez a direrença no placar. Uma constante ao longo do torneio, inclusive, foram as faltas feitas por Coquinho e Fabio, verdadeiras aulas do que geralmente vale pelo menos um cartãozinho amarelo. E o insucesso de Leo ao tentar defender três desses tiros ao longo do torneio também contribuiram para a eliminação.
Ausências
As ausências de jogadores rodados como Renato Sanchez, cartola e pai de família, Diego Junqueira e Circe Bonatelli, podem ter sido cruciais para a fraca campanha. Ficou para os únicos jogadores que aparentemente não estavam de ressaca tentar ajudar o time: Coquinho e Bruno Meirelles. Coco, inclusive, foi artilheiro da equipe (informação a ser confirmada oficialmente pela página oficial do torneio).
Outras ausências como Carlos Heitor Coni e Charles Nietszche, comissão técnica do scratch, também pesaram, assim como o não-acerto com Fofo, o Raí do Jornot.
No entanto, o time que mais sofreu com ausências foi o XV de São José. Tanto que apenas Xandinho apareceu, sendo rapidamente contratado de última hora pelos Trufados.
As finais
Pela primeira vez na história o Lindomar superou o Imprudência na classificação da Copa. Eliminados nas semifinais em cobranças de penalidades, o Sub Zero brasileiro conquistou o terceiro lugar ao bater o MRCA.
O Cerca Frango, em sua quarta final consecutiva, foi batido pelo Primeiros Campeões por 3 a 2. A taça ganha em 2001 foi erguida novamente aos gritos de “bi-campeão”.