No começo
O ano de 2005 foi marcado por enormes emoções para o futebol, seja no âmbito paulista, nacional, mundial e até mesmo via-lácteo. Enquanto em terras latino-americanas o São Paulo conquistava o Paulistão e a Libertadores, e o Corinthians era Campeão Brasileiro pelos pés do argentino Tévez, na Europa o Liverpool batia o Milan nos pênaltis em uma final histórica da Liga dos Campeões. O encontro dos campeões continentais daria o título mundial daquele ano ao time paulista.
Na cidade de São Paulo, mais precisamente no Butantã, mais precisamente ainda dentro de um prédio dentro da USP, o Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA, aflora uma intensa richa entre as duas turmas de jornalismo daquele ano. Jornot e jormat 2005 estabeleceram uma rivalidade que não coube no grupo de e-mails linguagem05 (extinto há pouco tempo). Para não chegarem às vias de fato, uma lista com disputas esportivas entre as duas turmas foi estabelecida: boliche, paintball e guerra de cotonetes gigantes entraram na pauta, mas apenas o bom e velho futebol de salão estabeleceu-se como digno e viável o suficiente.
Surgia assim uma nova era no futsal mundial. Mas este fenômeno das quadras demorou a ter nome, uniforme e participação em campeonatos reconhecidos pela FRBFSECA (Fundação Renato Brandão pelo Futsal Ecano).
O Nome
A equipe jornotiana ainda buscava sua identidade extra-campo, quando seus dirigentes pensaram em colocar uma sacola cheia de recortes de revista dentro e retirar um nome dadaísta para a equipe, o que acabou nunca ocorrendo porque Tristan Tzara abandonou a equipe e foi jogar xadrez. A diretoria adotou por algumas partidas a alcunha de América de Stalingrado. Até que em uma sessão espír… digo, uma aula de Linguagem (verifica-se a estreita relação entre o Imprudência e as aulas de Linguagem), em que foram recebidos os espíritos de Marcelo Rezende e Domingos Meireles (apresentadores do Linha Direta), uma histeria coletiva toma o ambiente: “Olha a Imprudência! Olha a Imprudência!!!”. Estava dado o nome: Imprudência.
A parte do Futebol surgiu naturalmente por ser a única prática esportiva possível numa reunião dos jornots. Já a parte da Violência, jamais posta em prática nas quadras, foi imposição da numerologista consultada, que achou bonitinho escrever isso.
As cores
As primeiras partidas do Imprudência, ainda sob outras alcunhas, eram disputadas com vestimentas inadequadas, como coletes de pele de carneiro e botas com esporas. Sendo proibida a participação em competicões oficiais com elmo e armadura, o clube adotou o laranja da coleção de camisetas laranjas do goleiro Léo (e também porque era a cor da Costa do Marfim, sensação da copa do mundo de 2006).
O laranjão não vingou, a equipe foi eliminada precocemente da Copa CJE 2006 e as cores mudaram.
Surpresas do destino, uma cor parecida foi utilizada pela equipe em 2007, quando a equipe fez uma parceria com os discipulos de Carlos Heitor Cony, formando o scratch Los Imprudientes. Como a cor não era da equipe imprudentina, a camisa amarela que alcançou as quartas-de-final, e o quinto lugar na classificação final do Intereca em 2007, nunca mais foi utilizada.
Novos ventos sopraram a partir de 2008: O laranja e o verde da Costa do Marfim cederam quase todo espaço ao branco, quando Estadão e Banco Real forneceram o uniforme para a edição 2007 da Copa CJE de Verão, realizada com atraso. Apesar do tropeço da equipe, o futebol apresentado evoluiu. Decidiu-se pelo fim da parceria neoliberal, mas o branco ficou, agora com a nova faixa azul, denotando a nobreza da equipe.
O brasão evoluiu de um simples desenho de paintbrush a uma elaborada vetorização em Corel. Agora é esperado o momento em que será finalmente gravado nas camisas.
Atualidade
O Imprudência mantém um plantel fixo mínimo de cinco jogadores, todos na fisioterapia depois do último torneio, disputado em no final do primeiro semestre de 2008. A arena Multiuso do mecenas Médici, no bairro do Butantã, é o aconchegante ginásio da equipe imprudentina, capaz de alojar até 50 torcedores. A torcida, orgulhosa de sua casa, jamais vai a outros locais torcer, confiante na habilidade e na garra vultosas dos Jagunços do Butantã.
Curiosidades
-Em competições oficiais, mesmo sem confronto direto, o Imprudência jamais classificou-se em posição inferior à de seu arqui-rival Lindomar.
-Duas das camisas laranjas do goleiro Léo jamais voltaram às mãos do dono após a primeira participação na Copa CJE, em 2006. Renato e Mala afanaram o material.
-Até hoje não se sabe como Marcelo Resende e Domingos Meireles baixaram no goleiro Léo e no ponta Fábio durante a aula de Linguagem, considerando que ambos apresentadores estão vivos!
-O récorde de público em partidas do Imprudência aconteceu em sua única derrota para o Lindomar, em 2006, quando o atacante Balza foi carinhosamente apelidado de pançudo e o ala Daniel recebeu em sua homenagem o grito de “Fassa faça o gol!”
- Renato jamais recuperou sua carteirinha, retida no Cepê após mais uma vitória imprudentina sobre o rival Lindomar, em 2006. Naquele dia, duas bolas foram chutadas no córrego Pirajussara, e até hoje não se tem notícia delas.
-Dois dos gols marcados por Coco Hernandes na Copa CJE de 2007 foram contabilizados para o goleiro Léo. O arqueiro, pé-torto pra cacete, jamais marcou em competições oficiais.




hahahaha…
eu vou redirecionar os gols do Leo para o Coco…